Politica ou Politicagem

Politica ou Politicagem

Muitas empresas, independente do porte ou ramo de atividade, sofrem com os mesmos problemas, porém, algumas mais que as outras. Fazer política dentro da sua empresa é errado? E fazer politicagem? É certo?

Primeiro temos que entender a diferença entre esses dois termos, Polítca e Politicagem, que são muito utilizados para análise dos grupos formados nas intituições, mas antes, temos a definição dos grupos nas instituições:

Grupos Formais

São os que tiveram a sua criação a partir da necessidade racional da organização de possuir uma determinada quantidade de pessoas para desempenhar tarefas formais específicas.
(Antonello et al)

Grupos Informais
Constituem a organização humana da empresa, muitas vezes em contra-posição à organização formal estabelecida pela direção. Definem suas regras de comportamento, suas formas de recompensas ou sanções sociais, seus objetivos, valores, crenças e expectativas.
(Chiavenato, 1987)

Esses grupos informais podem ser basicamente de dois tipos:
Grupos de interesse – exemplo: empregados que se unem pedindo aumento de salário para sua equipe.
Grupos de amizade – exemplo: grupo de terceira idade, partidos políticos, grupos de amigos.

Sabendo disso podemos ter mais facilidade em analisar os fatos e saber quais indivíduos desses grupos estão usando estratégias de marketing pessoal de maneira ética ou não.

Segundo José Antônio Rosa* a definição desses dois termos, política e politicagem, é bem específica.

Fazer politicagem baixa na empresa, por exemplo, é:

  • Manobrar contra os colegas pelas costas
  • Usar a fofoca e a intriga como meios de captar alianças, de desqualificar pessoas, de persuadir e levar gente para o caminho errado
  • Bajular, adotar postura camaleônica, tornar-se “yes-man” ou “yes-woman” (gente que só diz sim para agradar aos chefes)

Fazer política no bom sentido da palavra, por exemplo, é:

  • Ter genuíno interesse pelo sucesso e pelos destinos da empresa
  • Defender as próprias idéias sobre o que é melhor para a empresa (e não para si mesmo), tentar persuadir os demais para os caminhos melhores para a organização
  • Cooperar, formar alianças legítimas, envolver-se, participar
  • Criticar, no bom sentido da palavra, e argumentar contra alternativas que possam prejudicar a empresa

Após essa definição basta saber quais serão nossas atitudes para com a instituição, bem como para nossos companheiros de atividade, tanto internos (equipe, gestores e diretoria) como externos (terceiros, fornecedores, concorrência etc.).

Fazendo uma análise mais introspectiva e relacionando em qual dessas situações estamos enquadrados é de se esperar que alguns de nós não consiga dormir direito à noite. :-)

*José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.